
União de áreas e tecnologias em nomeda segurança e da sustentabilidade
Automação industrial é uma ferramenta e tanto quando se pensa em sustentabilidade. Ainda mais considerando que a área objetiva oferecer softwares ou equipamentos que aumentem eficiência, maximizem a produção e provoquem menor consumo de energia, uso de matéria-prima e geração de resíduos. Todos, quesitos almejados por um negócio sustentável. Investir em Segurança do Trabalho é também uma área que tem ganhado o devido espaço na visão da gestão eficiente, que vê todos os quesitos operacionais da empresa como conectados e determinantes. Necessários sustentavelmente. Pois esse mix terá foco na área de exposição da Fiema Brasil 2010, através da exibição de produtos e serviços como os da Spheric, de Novo Hamburgo (RS). A empresa tem parceria com duas das grandes fabricantes da área da automação industrial, a americana Banner Engineering e a alemã Turck. Por sua vez, o diretor, Giuliano Hoffmann, é formado pelo Inpame (Instituto Nacional de Prevenção aos Acidentes em Máquinas), de São Paulo, como auditor de máquina segura. Além de contar com uma equipe altamente qualificada em legislação e equipamentos. A seguir, uma entrevista com Hoffmann a respeito do trabalho da empresa voltado ao Meio Ambiente e à Segurança do Trabalho, o comportamento de mercado e o destaque que a Spheric irá apresentar no final de abril em Bento Gonçalves.
- A Spheric tem como destaque no seu portfólio de produtos a segurança de máquinas. Como é o trabalho nesse segmento?
A empresa tem condições de fornecer soluções de segurança para praticamente qualquer máquina do parque industrial que se tem no Estado. Claro que, dependendo da máquina, os custos são proporcionais. Hoje o empresário que disser que não tem nada para fazer em segurança para uma máquina é porque a máquina em si não tem como ser segura. Se o equipamento tiver alguma condição de se tornar seguro, nós temos como fazer. Recursos técnicos hoje existem para isso. As vezes, o recurso financeiro é que é impeditivo.
- Por falar em recursos financeiros, o custo ainda é o grande determinante na área de Segurança?
O custo para alguém que perde um dedo, uma mão, é incalculável. Para a própria empresa a indenização para alguém que perde um membro pode ir de R$ 30 mil a meio milhão, por exemplo. Hoje, a grande mudança que está movimentando muito o mercado é que, cada vez que o trabalhador pedir um benefício do INSS por causa de doença do trabalho, vai haver uma investigação. Se for constatada negligência em oferecer segurança ou condições de trabalho, o INSS não vai pagar. Quem terá que pagar será a empresa. Isso vai mexer no bolso de todos os empresários. Assim vai valer a pena investir.
- Os investimentos na área têm crescido?
Na área da Segurança do trabalho a proteção das máquinas e das pessoas está dividida em duas partes. Tem os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), que se ouve falar muito, e o EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva). Essa segunda classe protege a máquina das pessoas, por assim dizer. As pessoas só vão acessar a máquina ultrapassando os EPCs. Se isso acontecer, a máquina para com o objetivo que nenhum risco de acidente aconteça. Se pegar a legislação de Segurança, ela diz que o EPI é o último recurso que a empresa deve utilizar no processo produtivo. Mas, a grande maioria, usa como o primeiro e, o EPC, como o último. E deveria ser sempre ao contrário. Claro que há uma série de fatores históricos para isso acontecer, principalmente aqui no Brasil. O custo do EPC é muito alto ainda, tem muita tecnologia, não tem produção nacional e o governo não ajuda em nada para se trazer o material. Pelo contrário, tributam bastante.
- Mas a administração pública tem percebido a necessidade de incentivar mudanças?
Fico feliz com pequenos avanços que têm ocorrido. Para exemplificar, este ano entrou em funcionamento um multiplicador que eleva um tributo que incide sobre a folha de pagamento das indústrias, que é o FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador. Antigamente a empresa pagava um, dois ou três por cento de imposto dependendo da periculosidade existente no chão de fábrica. Hoje, as empresas que investirem em segurança e reduzirem muito os níveis de acidente, podem ter redução de até 50% no imposto mensal. Já as empresas que mantiverem os níveis altos poderão ter o percentual de imposto até dobrado. Isso irá incidir ainda mais no bolso do empresário.
- Qual a principal novidade que a Spheric irá apresentar na Fiema?
Um dos produtos que queremos apresentar na feira é a comunicação sem fio, o que se conhece como wireless. Um wireless desenvolvido para a área industrial. A robustez do equipamento, o modo como ele é construído, a concepção do projeto é de que ele agüente tudo que tem no ambiente de fábrica. Que é energia não adequada, harmônicas geradas por motores elétricos, ar sujo, até no ponto de vista elétrico e eletromagnético. E nós temos como base para sustentar nosso trabalho aqui no Estado o know-how que o nosso fabricante conseguiu gerar nos Estados Unidos e na Europa, onde essa questão de saneamento e tratamento de resíduos é muito mais avançada que no Brasil.
- A Spheric tem como destaque no seu portfólio de produtos a segurança de máquinas. Como é o trabalho nesse segmento?
A empresa tem condições de fornecer soluções de segurança para praticamente qualquer máquina do parque industrial que se tem no Estado. Claro que, dependendo da máquina, os custos são proporcionais. Hoje o empresário que disser que não tem nada para fazer em segurança para uma máquina é porque a máquina em si não tem como ser segura. Se o equipamento tiver alguma condição de se tornar seguro, nós temos como fazer. Recursos técnicos hoje existem para isso. As vezes, o recurso financeiro é que é impeditivo.
- Por falar em recursos financeiros, o custo ainda é o grande determinante na área de Segurança?
O custo para alguém que perde um dedo, uma mão, é incalculável. Para a própria empresa a indenização para alguém que perde um membro pode ir de R$ 30 mil a meio milhão, por exemplo. Hoje, a grande mudança que está movimentando muito o mercado é que, cada vez que o trabalhador pedir um benefício do INSS por causa de doença do trabalho, vai haver uma investigação. Se for constatada negligência em oferecer segurança ou condições de trabalho, o INSS não vai pagar. Quem terá que pagar será a empresa. Isso vai mexer no bolso de todos os empresários. Assim vai valer a pena investir.
- Os investimentos na área têm crescido?
Na área da Segurança do trabalho a proteção das máquinas e das pessoas está dividida em duas partes. Tem os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), que se ouve falar muito, e o EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva). Essa segunda classe protege a máquina das pessoas, por assim dizer. As pessoas só vão acessar a máquina ultrapassando os EPCs. Se isso acontecer, a máquina para com o objetivo que nenhum risco de acidente aconteça. Se pegar a legislação de Segurança, ela diz que o EPI é o último recurso que a empresa deve utilizar no processo produtivo. Mas, a grande maioria, usa como o primeiro e, o EPC, como o último. E deveria ser sempre ao contrário. Claro que há uma série de fatores históricos para isso acontecer, principalmente aqui no Brasil. O custo do EPC é muito alto ainda, tem muita tecnologia, não tem produção nacional e o governo não ajuda em nada para se trazer o material. Pelo contrário, tributam bastante.
- Mas a administração pública tem percebido a necessidade de incentivar mudanças?
Fico feliz com pequenos avanços que têm ocorrido. Para exemplificar, este ano entrou em funcionamento um multiplicador que eleva um tributo que incide sobre a folha de pagamento das indústrias, que é o FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador. Antigamente a empresa pagava um, dois ou três por cento de imposto dependendo da periculosidade existente no chão de fábrica. Hoje, as empresas que investirem em segurança e reduzirem muito os níveis de acidente, podem ter redução de até 50% no imposto mensal. Já as empresas que mantiverem os níveis altos poderão ter o percentual de imposto até dobrado. Isso irá incidir ainda mais no bolso do empresário.
- Qual a principal novidade que a Spheric irá apresentar na Fiema?
Um dos produtos que queremos apresentar na feira é a comunicação sem fio, o que se conhece como wireless. Um wireless desenvolvido para a área industrial. A robustez do equipamento, o modo como ele é construído, a concepção do projeto é de que ele agüente tudo que tem no ambiente de fábrica. Que é energia não adequada, harmônicas geradas por motores elétricos, ar sujo, até no ponto de vista elétrico e eletromagnético. E nós temos como base para sustentar nosso trabalho aqui no Estado o know-how que o nosso fabricante conseguiu gerar nos Estados Unidos e na Europa, onde essa questão de saneamento e tratamento de resíduos é muito mais avançada que no Brasil.

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